Aos novos ventos que sopram

Após três jogos, é possível enxergar alguns ventos diferentes soprando no Alto da Glória. Por isso, farei desta coluna uma cápsula do tempo, e daqui a alguns meses irei reler e entender o desfecho dessa era.

Talvez, o mais importante dentre tudo o que estamos vendo, é que estamos começando a ter um padrão tático e uma ideia de jogo. Contra o Paraná Clube isso ficou muito evidente, com jogadas construídas desde o primeiro terço do campo, sem chutão e sem vergonha de voltar pro goleiro quando não tinha opção melhor. O Coritiba do Barroca é um tanto diferente do que estávamos acostumados nos últimos anos de futebol burocrático e lutando por uma bola.

E há ainda outras coisas “estranhas” no Couto Pereira, como as contratações, nas quais conseguimos ver muito mais possíveis acertos do que erros; além da venda do Yan Couto, diretamente ao Barcelona, com bons valores financeiros.

Entendo que é cedo e é essa intenção mesmo: tentar traçar o norte e depois comparar com os resultados obtidos. Entretanto, é preciso lembrar de algo chato que irá ocorrer esse ano: eleições. Logo as figurinhas carimbadas começarão a aparecer, realizando burburinhos muitas vezes oportunamente, seja de qualquer parte. Nós, torcedores, precisamos ativar o filtro. Estamos calejados de maus dirigentes e promessas de anos tranquilos que nunca chegam. É preciso ter muita calma antes de dar razão a algum deles.

Por fim, sinceramente, espero um ano melhor e mais tranquilo, sem os grandes sofrimentos que experimentamos recentemente. Que 2020 reserve bons ventos para a Nação, afinal, merecemos e muito! Quinzenalmente estarei por aqui, debatendo, divagando e filosofando sobre o Coxa. Vamos juntos!

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