Coluna do Carlos Perussi

Setembro amarelo, verde e branco

Saudações, amigo coxa-branca (ou seja lá qual for o time da sua torcida). Me chamo Carlos, adotei a persona “Tchequinho” nos primórdios da minha vida de Youtuber e a carreguei comigo quando ingressei à Rede Coxa, ainda em 2015.

Muito se passou desde então, desde Sulamericana à Série B e muitas situações ao redor da minha vida particular, longe do crachá da “RCC” foram se formando, culminando em um momento onde eu tive que escolher, tomar decisões extremamente difíceis.

Este post é sobre mim, meu setembro AMARELO, onde quero dividir com você de forma clara o que aconteceu, pra onde fui e onde estou. Mas já adianto: você não está sozinho, ninguém está. Ninguém é uma ilha.

Quem conheceu o Tchequinho dando as caras na página do Facebook da RCC, esteve em contato com um dos personagens (personas) mais interessantes que já criei em toda a minha vida de internet. Sempre foi delicioso vestir o manto alviverde, vir à frente da câmera e falar sobre um dos assuntos que mais gosto, a principal herança sentimental que meu pai me deixou/ensinou (pois ele continua bem vivo, graças a Deus). Porém, por trás desta persona, existia um homem que, assim como todos os que nos cercam, possuía problemas emocionais muito sérios.

Em resumo, venho tratando depressão há anos. Não é uma batalha fácil. Não é “frescura” como muitos enchem a boca para dizer. É algo profundo, sem explicação simples, é uma tristeza que não tem fim, que não tem origem, você apenas quer que ela acabe. Neste momento, quero que você faça uma breve reflexão sobre o “Setembro Amarelo” e tire suas próprias conclusões.

Em um determinado momento, precisei escolher entre dar um rumo decente à minha vida, parar, pensar, organizar e voltar a agir, ou continuar tocando tudo “com a barriga”, sem apego algum, sem tesão algum, sem vontade alguma. Por mais doloroso que tenha sido, foi neste momento onde decidi me afastar da Rede Coxa, minha mente não criava mais nada que cooperasse com o trabalho, meu canal no Youtube estava há meses sem conteúdo e minha vida, sem sentido algum. Foi neste momento onde tive um dos maiores sinais que corroboram a famigerada frase: Não é só FUTEBOL!

Logo quando o que eu mais queria era ficar sozinho, meus amigos da Rede Coxa, amigos que o Coritiba me deu, se mostraram extremamente solidários à minha situação, demonstraram um carinho que eu jamais imaginei receber de pessoas que conheci em um mero estádio de futebol. Eu entendi que, realmente, nunca foi só futebol, nunca foi apenas a Rede Coxa, ou o Tchequinho, foi o respeito e amizade de todos que me suportaram durante esse LONGO período que me deram forças para permanecer de pé, dando um passo de cada vez.

Não havia mais motivo para estar distante de algo que amo fazer, longe de amigos que me respeitaram e me trataram com tanto carinho. Em um agradecimento mais do que especial ao meu amigo Luiz Neto e Lola, me sinto à vontade e motivado para dizer: Voltei!

Voltei e quero trabalhar, quero ajudar, quero estar presente e devolver aos meus amigos todo o carinho recebido, em dobro! Voltei pelo grande amor ao nosso Coritiba, ao papel que exercemos junto à essa torcida tão apaixonada e tão calejada pelos últimos momentos, mas orgulhosa de toda sua trajetória.

Um novo agradecimento mais do que especial à todos os meus amigos fora da Rede Coxa, seria até indelicado citá-los nominalmente, à toda a minha família, todos os que separaram um momento dos seus dias para dividir suas energias comigo.

Para você que chegou até aqui, espero mesmo que este texto toque em seu coração. Você não está sozinho! Nunca esteve! Olhe ao seu redor e troque energias com o universo, depressão tem cura, sempre existe uma saída para quem sabe olhar pra trás.

Vamo que vamo! Saudações alviverdes!

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