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“Adaptação dupla”: JP Chermont explica encaixe no Coritiba e ganha força após oportunidade
Lateral-direito de 20 anos assumiu espaço após lesão de Tinga e vive bom momento com a camisa alviverde
JP Chermont chegou ao Coritiba no início da temporada com um objetivo bem definido: ganhar minutagem e ritmo no futebol profissional. Emprestado pelo Santos até o fim de dezembro, o lateral-direito precisou esperar por uma nova oportunidade para mostrar seu futebol e, após a lesão de Tinga, aproveitou o momento para ganhar espaço na equipe de Fernando Seabra.
A mudança ficou evidente nos últimos jogos. Contra o São Paulo, no empate em 1 a 1, Chermont entrou aos 20 minutos após Tinga sentir uma lesão muscular na posterior da coxa direita. Na partida seguinte, diante do Corinthians, o camisa 44 foi titular e teve uma das suas melhores atuações pelo Coritiba, participando diretamente dos dois gols da vitória por 2 a 1 no Couto Pereira com duas assistências.
Além do impacto ofensivo, o lateral também terminou o confronto com dois desarmes certos e seis cortes defensivos. No Brasileirão, Chermont soma 14 partidas, oito como titular e 835 minutos em campo, com média de 3,2 cortes e 0,9 desarme por jogo, segundo o Sofascore.

Um lateral de características diferentes
A oportunidade de Chermont surgiu em um setor que vinha sendo ocupado por Tinga, um dos jogadores mais experientes do elenco. Os dois possuem características diferentes, algo que o próprio jogador reconhece.
Enquanto Tinga apresenta um perfil mais posicional, com força física, leitura defensiva e participação na saída de bola, Chermont oferece mais velocidade, explosão e profundidade pelo corredor direito, buscando com frequência a linha de fundo e dando amplitude ao ataque.
Para o jovem, o processo para ganhar espaço não foi apenas uma questão de se adaptar ao estilo de jogo do Coritiba. A própria equipe também precisou entender como aproveitar suas características.
“Foi uma adaptação dupla. Eu me adaptei à forma da equipe de jogar, assim como a equipe se adaptou à minha forma de jogar. Soube fazer a função defensiva, soube fazer a função ofensiva e quero manter esse ritmo para que eu possa ajudar a equipe da melhor forma e a gente possa sempre estar num alto rendimento.
A ideia também é compartilhada por Fernando Seabra. Após a vitória sobre o Corinthians, o treinador destacou que o Coritiba possui diferentes alternativas para a posição e que os jogadores com menos minutagem vêm se preparando para aproveitar as oportunidades.
Na direita isso é muito claro. Todos os três que já jogaram, jogaram muito bem e a gente tinha muita convicção de que o Chermont atenderia e o Taverna também.
Seabra também explicou que a utilização de Chermont exige uma dinâmica diferente. Contra o Corinthians, por exemplo, o lateral exerceu uma função mais avançada no momento ofensivo, mas precisou recompor em uma linha de quatro na fase defensiva.
“Ele fez uma função de ala alto e defendendo na linha de quatro. Era esperado que o desgaste fosse maior para ele.
Oportunidade que virou resposta dentro de campo
A evolução de Chermont acontece depois de um primeiro período de adaptação ao futebol do Coritiba. Antes de voltar a ganhar espaço, o lateral passou três partidas no banco de reservas sem entrar em campo.
A chegada ao Coxa aconteceu justamente para que o jogador tivesse mais minutos. Pelo Santos, antes do empréstimo, Chermont havia disputado 50 partidas como profissional, sendo 33 como titular, totalizando 3.862 minutos.
No Coritiba, a disputa pela posição fez parte do processo inicial. Agora, aos 20 anos, o jogador começa a transformar a nova oportunidade em participação efetiva dentro de campo.
“Eu vim aqui com o objetivo de jogar. Acredito que agora recebi minhas oportunidades no início, quando cheguei, tô recebendo novamente e tô trabalhando muito, trabalhando para manter assim, para conseguir continuar evoluindo.
O momento contra o Corinthians foi o principal exemplo dessa evolução. As duas assistências deram a Chermont protagonismo no resultado, mas a atuação também mostrou a capacidade de contribuir defensivamente, algo fundamental dentro do modelo de Seabra.
A ideia, portanto, não é simplesmente ocupar o espaço deixado por Tinga, mas oferecer uma alternativa diferente ao Coritiba. Com um lateral mais agressivo no apoio, o time ganha velocidade e profundidade pelo lado direito, enquanto Chermont trabalha para cumprir as exigências defensivas do sistema.
O empréstimo vai até 31 de dezembro de 2026 e não possui opção de compra pré-fixada. Até lá, Chermont busca justamente aquilo que o levou ao Coritiba: minutos, evolução e espaço para mostrar que pode ser uma peça importante na sequência da temporada.
