JP Pacheco | Coritiba

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Após eliminação para o Operário, casos de hostilidade contra familiares de atletas do Coritiba repercutem nas redes sociais

Empate em 2 a 2 levou decisão aos pênaltis, mas episódios envolvendo crianças fora de campo marcaram negativamente o pós-jogo

A eliminação do Coritiba no Campeonato Paranaense, no último sábado (21), no Estádio Couto Pereira, acabou sendo marcada por episódios lamentáveis fora das quatro linhas. Após o empate em 2 a 2 no tempo normal, mesmo placar da partida de ida, disputada no Estádio Germano Krüger,  a decisão contra o Operário Ferroviário foi definida nos pênaltis, com a classificação da equipe de Ponta Grossa para a final da competição, onde enfrentará o Londrina.

Apesar do clima de frustração pela eliminação, situações envolvendo familiares de jogadores chamaram atenção e geraram indignação entre torcedores e dirigentes.

A filha do meia Josué, camisa 10 do Coritiba, uma adolescente de 13 anos que acompanhava a partida no estádio, teria sido hostilizada após o fim do jogo. A jovem, que não possui qualquer relação com o resultado esportivo além do vínculo familiar, foi alvo de ataques em meio à revolta de parte da torcida. Segundo informações divulgadas pela  TMC, o clube já busca imagens para identificar os responsáveis e tomar as medidas cabíveis.

Outro caso grave envolveu o filho do atacante Lucas Ronier. O bebê, com menos de um ano de idade, foi vítima de injúria racial em comentários publicados nas redes sociais. As mensagens, atribuídas a um suposto torcedor do Coritiba, provocaram forte repercussão e reacenderam o debate sobre os limites da crítica esportiva e a responsabilidade nas plataformas digitais.

Os episódios reforçam a necessidade de combate à violência e à intolerância no futebol, especialmente quando atingem familiares e, principalmente, crianças. A rivalidade e a cobrança por resultados fazem parte do esporte, mas ataques pessoais e manifestações discriminatórias ultrapassam qualquer limite aceitável.

A expectativa agora é que os responsáveis sejam identificados e que as providências legais sejam tomadas, reafirmando que o ambiente do futebol deve ser de paixão e respeito, nunca de violência.

Diante dos fatos, a Rede Coxa repudia qualquer tipo de hostilidade, violência ou manifestação preconceituosa direcionada a jogadores, familiares e, principalmente, crianças. A paixão pelo futebol jamais pode ultrapassar os limites do respeito e da humanidade, valores que devem prevalecer dentro e fora dos estádios.

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